A Competitividade

negocios October 5, 2016 0
A Competitividade

A preocupação constante do empresário moderno é oferecer produtos sem costura e serviços com altos índices de qualidade. Ser competitivo é ter qualidade nos produtos e / ou serviços, e bons preços. O parâmetro para saber se uma empresa tem competitividade instaura-se não confronto com outras empresas existentes em diferentes regiões.

Com o mercado cada vez mais aberto, outras empresas com produtos iguais, com melhores condições de preço e qualidade, pode, a qualquer momento, vir a competir numa determinada região. Não basta pensar no mercado regional. É importante uma empresa ter qualidade no âmbito nacional. Portanto, é preciso cada vez mais para “qualidade total” e estar preparado para uma competição global.

Fatores que determinam uma competitividade

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A tendência das empresas de personalizar cada vez mais os seus produtos, dirigindo-os para segmentos específicos do mercado – os “nichos” – é necessária uma comunicação mais aberta com o cliente, utilizando conceitos e linguagem que o cliente conhece. Ou seja, ela tem que ser direta e ajustada ao seu público-alvo. A responsabilidade social na preservação do meio ambiente, e os seus próprios efeitos de consumo de seus produtos na saúde de seus clientes também são fatores que revelam uma competitividade, e sem dúvida terão peso nas decisões do empresário.

Pensar nas parcerias, franquias e terceirizações são algumas das formas mais frequentes de manter uma competitividade. Aliado a tudo isso, praticar permanentemente os “padrões de qualidade e conformidade”. E prima pela retidão de princípios em suas relações com seus próprios públicos internos e externos. É uma prática da ÉTICA acima de tudo.

A responsabilidade social do empresário é cobrada em termos de produtos e serviços com qualidade e bons preços, buscar novas formas de relação com o governo e sociedade, pagar impostos e contribuições, manter os funcionários com salários justos. Em síntese, podemos afirmar que uma competitividade deve ser entendida como sendo uma capacidade da empresa gerar lucros ou maior lucro, por maior período de tempo possível, neutralizando como ameaças dos seus concorrentes. Éter “foco no cliente e no mercado”!

Conhecer o ambiente interno

Parafraseando o filósofo que disse, “conhece-te a ti mesmo”, recomendamos como primeiro mandamento de uma empresa competitiva um reflexo sobre sua própria empresa. Isto é, fotografia e radiografia ampliadas, em todos os ângulos, em núcleos com uma animação eo dinamismo reais, exemplificando uma forma como o empresário vê sua empresa, e como ele respira e transpira com ela em relação ao mercado (clientes, fornecedores e Concorrentes). Conhecer o ambiente interno da empresa e avaliar o que ocorreu no ambiente externo é o primeiro passo a ser dado.

497f62_11Não há dúvidas de que o FORÇAS (pontos fortes) e as DEBILIDADES (pontos fracos.

Forças – São os pontos fortes, ou seja, as situações internas controladas pela empresa, atividade ou setor, que favorecem a sua ação frente às Oportunidades e Ameaças. É preciso saber explorá-las. É preciso saber como “tirar proveito”. Alguns exemplos:

* Estratégia de marketing bem definida;

* Conquista da fidelidade da clientela;

* Comunicação eficaz com o mercado; Imagem positiva da empresa;

* Mix de marketing claro, quanto ao produto ou serviço, preço, propaganda, promoção e distribuição;

* Tecnologia atual;

* Localização adequada;

* Parceria com fornecedores;

* Programa de qualidade total efetiva e de produção na produtividade;

* Operação com capital próprio e uso eficiente do capital de terceiros;

* Reinvestir os lucros;

* Baixa imobilização de capital;

* Endividamento sob controle;

* Capitalização da empresa;

* estrutura societária sem conflitos, com sócios dedicados;

* gestão inovadora nos negócios;

* estilo gerencial participativo; equipe altamente motivada e envolvida com os objetivos e metas da empresa.

Debilidades – São os pontos fracos, ou seja, as situações internas controláveis pela empresa, atividade ou setor, que desfavorecem a competitividade frente às oportunidades e ameaças. É necessário corrigir e melhorar com muito profissionalismo e não permitindo que as emoções e as vaidades encubram deficiências.

Alguns exemplos como referência:

* falta de experiência empresarial anterior;

* falta de competência gerencial;

* desconhecimento do mercado e desconhecimento do produto;

* falta de qualidade nos produtos ou serviços;

* localização inadequada do imóvel, por questão de economia – aluguel mais barato;

* relação conturbada com fornecedores e clientes;

* tecnologia superada;

* imobilização excessiva em ativo fixo, e/ou estoques;

* política equivocada de créditos aos clientes; inadimplência;

* falta de controle de despesas e gestão financeira;

* estrutura organizacional centralizada;

* ausência de sistema de planejamento e informações gerenciais;

* influências negativas do ambiente, como vícios de usos e costumes devem ser ampla e constantemente avaliados e consequentemente extirpados da empresa;

* valores e preconceitos do empresário, como times de futebol, preferências por partidos políticos, cor, origem ou religião, superstições, música, fragrâncias e tonalidades, não podem contagiar a Pessoa Jurídica.

Conhecer o ambiente externo

Quanto ao ambiente externo, é necessário conhecer quais são as AMEAÇAS e as OPORTUNIDADES que estão rondando o seu negócio. É estar atento ao que ocorre no “mundo lá fora”.

Ameaças – São os riscos provenientes do meio externo, que criam obstáculos à ação da empresa, atividade ou setor e devem ser neutralizados.

Oportunidades – São possibilidades do meio externo à empresa, atividade ou setor, que favorecem a sua ação, se forem aproveitadas durante sua vigência. Dessa forma, o empresário poderá visualizar o que pode interferir positiva ou negativamente em seus negócios, e aí sim passar para a fase mais nobre dentro do conceito da administração de negócios, que é PLANEJAR.

Planejamento – É o processo que leva ao estabelecimento de um conjunto coordenado de ações, visando à consecução de determinados objetivos.

Planejamento Estratégico

É o processo que visa determinar, em termos de futuro, os objetivos e metas da empresa. Assim como desenvolver padrões e políticas por meio das quais os objetivos serão alcançados, sempre baseados em informações do ambiente interno e externo. Sugere-se isto para empresas existentes, servindo como um guia para o redirecionamento empresarial e avaliação de oportunidades. Exemplo: a empresa estará presente apenas no mercado regional? Irá concentrar esforços para competir no mercado internacional? De que forma? Irá desenvolver novos produtos? Qual estrutura necessária? Investimentos em novos equipamentos?

Objetivo – Demonstrar a importância do Planejamento Estratégico, e propor um esboço simplificado de como se estrutura tal instrumento, como a seguir:

a) Estabelecimento de objetivos e metas – O ponto de partida no Planejamento Estratégico é a definição, de forma clara, de quais são os objetivos e metas a serem atingidos e em que tempo. Objetivos são os resultados que a empresa pretende atingir como um todo, dentro de um prazo previamente estipulado.

Exemplos:

* aumentar em 30% a produção do produto “X” nos meses de julho até dezembro;

* ampliar as vendas do produto “Y” em 20% no mercado nacional, durante o próximo ano;

* consolidar uma imagem de liderança tecnológica, junto aos clientes e à concorrência nacional, num prazo máximo de 5 anos.

Os objetivos e metas podem ser delineados para curto, médio e longo prazos.

b) Análise dos recursos – Todo empreendimento exige a aplicação de recursos e nesta fase o empresário deverá analisar o que dispõe e o que precisará dispor para atingir os objetivos definidos. Torna-se imperioso avaliar cuidadosamente os recursos humanos, tecnológicos, materiais, financeiros. É decidir sobre o que tenho e o que deverei ter para chegar aos meus objetivos.

c) Estratégias – São as definições dos meios a serem seguidos para se atingir os objetivos. Representam as opções / alternativas escolhidas para operacionalizar estes objetivos.

Exemplos:

1o. objetivo: aumentar em 30% a produção do produto “X” nos meses de julho até dezembro. Estratégia:

* contratar pessoal temporário;

* trabalhar em 2 turnos (diurno e noturno;

* terceirizar parte da produção.

2o. objetivo: ampliar as vendas do produto “Y” em 20% no mercado nacional, durante o próximo ano. Estratégia:

* diversificar clientes;

* colocar o produto no mercado do Norte e Nordeste do país;

* contratar representantes comerciais nas capitais dos Estados do Norte e Nordeste do país.

3o. objetivo: consolidar uma imagem de liderança tecnológica junto aos clientes e a concorrência nacional, num prazo máximo de 5 anos. Estratégia:

* implantar sistema de qualidade;

* obter certificação da ISO 9000;

* modernizar a fábrica em termos de máquinas e equipamentos;

* redefinir os processos de produção.

d) Plano de ação – Um plano de ação deverá conter os seguintes pontos:

* objetivo: descrição do objetivo a ser alcançado;

* estratégia: relacionar todas as estratégias que estão relacionadas ao objetivo citado;

* ação: mencionar cada uma das ações que deverão ser adotadas para implementar as estratégias;

* tempo/prazo: especificar o período de duração de cada uma das ações a serem desenvolvidas através de um cronograma de ações;

* responsabilidade: definir quem é o principal responsável pela implementação/execução de cada uma das ações estabelecidas;

* recursos necessários: identificar quais os recursos humanos, materiais, tecnológicos e financeiros necessários para a consecução de cada uma das ações estabelecidas.

d) Avaliação – São as “medições” realizadas através dos controles operacionais, que avaliam os resultados das ações executadas em conformidade com o planejado.

E) Revisão e actualização – É preciso passar da intenção à acção, pois planos. É preciso executar os objetivos. Os planos não são ou não podem ser inalteráveis ​​ou inflexíveis. Portanto, havendo mudanças nas premissas e nas condições previstas, é preciso ser rápido e rever tudo o que foi planejado. É importante atualizar-os, adaptar-se às novas mudanças e / ou exigências do mercado.

Autor: Consultoria Sebrae-SP

Fonte: sebraesp.com.br

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